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Complexo Granuloma Eosinofílico

Complexo granuloma eosinofílico é uma doença dermatológica que apresentam três lesões clínicas: ulcerativas, placas eosinofílicas e granuloma eosinofílica.

Essas lesões aparecem por reações de hipersensibilidadedesencadeadas por alergias causadas por picada de ectoparasitas, atopia, sensibilidade alimentar, genética e idiopática.


Tipos de lesão


O complexo granuloma eosinofílico em felinos é composto por três tipos de lesões distintas: 1º - O granuloma eosinofílico, que são lesões cutâneas, mucocutâneas e de mucosa oral comuns em gatos, podendo ocorrer em várias regiões do corpo, como membros pélvicos, face e região mentoniana. Essas lesões podem ter aspecto nodular, circunscrito e variar em consistência.

2º - A placa eosinofílica, que se manifesta como uma placa linear, firme e hipotricótica na pele dos felinos.

3º - A úlcera indolente, que também faz parte do complexo granuloma eosinofílico, pode ocorrer tanto na pele quanto na mucosa dos gatos (MILLER WHJ et. al. 2013).





Diagnóstico


O diagnóstico do Complexo Granuloma Eosinofílico (CGE) em felinos domésticos é realizado através de uma abordagem que inclui a análise do histórico clínico do animal, a observação minuciosa das lesões cutâneas durante o exame clínico, a citologia para identificar a presença de eosinófilos nas lesões e a histopatologia para confirmar o infiltrado eosinofílico nos tecidos (BUCKLEY et al., 2012). Além desses métodos, exames complementares como testes alérgicos, exames de sangue e testes de eliminação de alimentos podem ser necessários para identificar a causa subjacente do CGE. Um diagnóstico preciso é fundamental para estabelecer um plano de tratamento eficaz e melhorar a qualidade de vida do gato afetado (BLOOM, 2006).



Tratamento


O tratamento do Complexo Granuloma Eosinofílico (CGE) em felinos domésticos envolve uma abordagem terapêutica que pode incluir o uso de glicocorticoides sistêmicos para controlar as lesões, hidrocortisonas tópicas para lesões localizadas, imunomoduladores como ciclosporina e clorambucil em casos mais graves, anti-histamínicos para aliviar o prurido e ácidos graxos essenciais para melhorar a saúde da pele. A escolha do tratamento deve ser baseada na gravidade das lesões e na resposta individual de cada animal, visando melhorar sua qualidade de vida e bem-estar.

 

Antibioticoterapia e corticosteroides são comumente utilizados, sendo a prednisolona a opção mais comum. Em casos de resistência ou falta de resposta ao tratamento com prednisolona, outros esteroides como triamcinolona ou dexametasona podem ser considerados.



Alguns imunomoduladores que podem ser utilizados no tratamento do CGE incluem a ciclosporina e o clorambucil. A ciclosporina é um agente imunossupressor que pode ser eficaz no controle das lesões do CGE, especialmente em casos em que os glicocorticoides não são suficientes ou apresentam efeitos colaterais indesejados. O clorambucil, por sua vez, é um agente alquilante com propriedades imunossupressoras que também pode ser considerado em casos graves de CGE (RETORNARD et al., 2013).

É importante ressaltar que o uso de imunomoduladores deve ser cuidadosamente monitorado pelo veterinário, devido aos possíveis efeitos colaterais e a necessidade de ajustes na dosagem conforme a resposta do animal ao tratamento. Além disso, a escolha do imunomodulador e a duração do tratamento devem ser individualizadas para cada gato, levando em consideração a gravidade das lesões, a tolerância ao medicamento e a resposta clínica.

 

Os anti-histamínicos podem ser prescritos para auxiliar no controle do prurido e das reações alérgicas associadas à condição. Os anti-histamínicos atuam bloqueando os receptores de histamina, ajudando a reduzir a coceira e a inflamação na pele do gato (FOSTER, 2003).

Alguns dos anti-histamínicos comumente utilizados no tratamento do CGE incluem a hidroxizina, clorfeniramina, difenidramina, clemastina, amitriptilina e ciproeptadina. A dosagem e a duração do tratamento com anti-histamínicos devem ser determinadas pelo veterinário, levando em consideração o peso do animal, a gravidade dos sintomas e a resposta individual ao medicamento.



Prevenção


A prevenção do Complexo Granuloma Eosinofílico (CGE) em felinos domésticos é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar dos gatos. Para evitar o desenvolvimento do CGE, é essencial adotar medidas preventivas que visam identificar e tratar precocemente as causas subjacentes dessa condição dermatológica.

Uma das principais estratégias de prevenção é manter os gatos livres de pulgas e outros ectoparasitas, pois a hipersensibilidade à picada de pulga é uma das principais causas do CGE. Além disso, oferecer uma dieta balanceada e adequada, evitando ingredientes que possam desencadear alergias alimentares, é crucial para prevenir reações alérgicas na pele dos felinos.

Reduzir a exposição a alérgenos ambientais, como poeira, mofo e pólen, também pode contribuir para a prevenção do CGE. Realizar consultas veterinárias regulares é essencial para monitorar a saúde da pele dos gatos, identificar precocemente possíveis causas do CGE e iniciar o tratamento adequado, se necessário.

Ao observar sinais de lesões cutâneas, coceira persistente ou alterações na pele do gato, é importante procurar orientação veterinária imediatamente. Com uma abordagem preventiva e cuidadosa, é possível reduzir o risco de desenvolvimento do CGE e proporcionar uma vida saudável e feliz aos felinos.

 

REFERÊNCIAS


BLOOM, P.B. Canine and feline eosinophilic skin diseases. Veterinary Clinics of North

America Small Animals Practice, Livonia, 2006, 36, p. 141–160, vii.


BUCKLEY, L.; NUTTALL, T. Feline Eosinophilic Granuloma Complex(ITIES): Somes

clinical clarification. Journal of Feline Medicine and Surgery, 2012, 14, p. 471–481.


FOSTER, A. Clinical approach to feline eosinophilic granuloma complex. In Practice, 2003,

25, p. 2-9.


HNILICA, K. A. Small Animal Dermatology, A Color Atlas and Therapeutic Guide.

Elsevier Saunders, Knoxville, 3a ed, 2011, p.192-215.


Miller WHJ, Griffin CE, Campbel KL. Miscellaneous Skin Diseases. Small Animal Dermatology. 7th ed. Missouri: Elsevier, 2013; p. 715-718

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