• Ana Luz

Cistite em gatos

Atualizado: 8 de jun. de 2021



Assim como os humanos, os felinos são altamente acometidos por doenças do trato urinário. A alta susceptibilidade destas alterações nesta espécie está, muitas vezes, relacionada a um hábito bastante comum entre eles: a baixa ingestão hídrica, dentre outros diversos fatores. A fim de garantir uma vida de bem-estar a estes animais, é importante se ter conhecimento de potenciais distúrbios à sua saúde. Visando isso, abordaremos uma afecção muito incidente na clínica de felinos: a cistite.


A cistite é uma das enfermidades mais comuns entre os felinos, caracterizando-se por uma inflamação da vesícula urinária que leva à dor e a um forte incômodo destes animais. Apesar de sua alta incidência na rotina clínica, se não diagnosticada e tratada corretamente, esta doença pode vir a ser recorrente e levar a maiores complicações, como o comprometimento de órgãos importantes, como os rins.


O que pode provocar os quadros de cistite em felinos?


São inúmeras as causas relacionadas à cistite, e dentre elas podemos citar infecções bacterianas, virais e parasitárias; como também obesidade, câncer, idade e alimentação inadequada. No entanto, uma apresentação da enfermidade que acaba sendo bastante comum na espécie é a cistite idiopática que, apesar de multifatorial, complexa e de difícil diagnóstico, tem o estresse como seu principal fator.


A identificação da causa do distúrbio é essencial para que seja desenvolvido um protocolo de tratamento adequado e específico para cada caso.


Quais os principais sintomas a serem observados?


Os sinais da cistite em gatos são bastante característicos. Incluem diminuição da quantidade de urina - podendo ocorrer micção por gotejamento -, dificuldade e ardência ao urinar, sangue e odor fétido, urinar em locais impróprios e, em casos mais intensos, devido à dor, o animal pode apresentar lambedura excessiva na região da genitália, prostração, anorexia ou hiporexia.


Como é realizado o diagnóstico?


Quanto antes a doença for descoberta, mais fácil será o tratamento e menor será o risco de afetar outros órgãos, portanto, a observação do tutor e o relato dos sintomas ao médico veterinário são de suma importância. Desta maneira, com a junção de histórico, anamnese, exames físico e complementares, o profissional será capaz de chegar a um diagnóstico e desenvolver o tratamento mais adequado.


Para casos de suspeita de inflamações urinárias, poderão ser solicitados exames como ultrassom, raio-x, exame de sangue e de urina para auxiliar neste processo.


Dicas aos tutores


Além do tratamento recomendado pelo médico veterinário, algumas estratégias podem ser adotadas para complementar este tratamento, assim como contribuir para a prevenção do aparecimento das doenças do trato urinário e de eventuais recidivas.


Enriquecimento ambiental: consiste em melhorar o ambiente físico e emocional dos gatos, visando atender as suas necessidades e reduzir seu estresse.


Estimular e aumentar a ingestão hídrica: isso pode ser feito com o auxílio de fontes e bebedouros, e através da oferta de alimentos úmidos.


Evitar o estresse: gatos estressados tendem a beber ainda menos água. Portanto, mantenha a higiene da casa e das caixas de areia, atente-se ao excesso de animais no mesmo ambiente e procure utilizar feromônios em situações estressantes – como mudanças e idas ao veterinário.


As afecções de trato urinário abrangem boa parte da clínica de felinos, sendo a cistite apenas uma das inúmeras doenças que podem comprometer a saúde e bem-estar destes animais. Portanto, gostaríamos de salientar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, que impactam positivamente no curso e prognóstico destas doenças.


Por Ana Carolina Silva Nogueira Luz e Natieli Caroline Barbosa.


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